
A síndrome de burnout é uma doença mental conhecida como síndrome de esgotamento profissional.
Comum em profissionais que possuem muita responsabilidade, com excesso de trabalho e em cenários de competitividade, o BURNOUT faz com que muitas pessoas sofram com essa síndrome e precisem buscar ajuda de especialistas.
O avanço tecnológico e o aumento das exigências no ambiente de trabalho fazem com que as pessoas passem a questionar suas capacidades e habilidades profissionais.
No mercado atual, os profissionais precisam estar sempre em busca de mais conhecimento, pois, tudo muda rapidamente e precisamos lidar com trabalho, estudos e vida pessoal, causando uma sobrecarga que consome o indivíduo por completo.
Esta rotina de ter que lidar com tantas questões, somado a sensação de que o tempo tem passado muito rápido, traz a insegurança de dar conta de tantas atividades de trabalho e da vida pessoal.
Como consequência, o corpo fala por nós, quando não o colocamos para fora.
O que é Síndrome de Burnout
Como explicamos, burnout é uma doença mental comum em diversas profissões, como: profissionais da saúde, jornalistas, professores, e em trabalhos que exigem pressão de prazos, metas, possuem dupla jornada e etc.
Situações que podem levar um profissional a desenvolver esta síndrome é a pressão imposta por gestores, com metas quase impossíveis de serem atingidas, cargas excessivas de trabalho e o acúmulo de atividades.
Sem contar quando toda essa exigência é imposta a colaboradores que ainda não estão qualificados para a atividade, fazendo com que eles sintam que não vão conseguir dar conta das atividades, e ao mesmo tempo sobrecarregados e incapazes.
O que causa a síndrome de Burnout no trabalho home-office
É uma doença causada quando o excesso de tarefas e preocupações levam o colaborador ao seu limite, chegando ao pico de estresse físico e emocional, ansiedade e nervosismos intenso.
Junto com esta síndrome também está a depressão, não sendo apenas a rotina profissional que pode desencadear essa doença, mas também a vida familiar.
O trabalho home office ganhou força no Brasil em 2020, devido a pandemia de covid 19, e foi a forma encontrada para que muitas atividades de serviço, comércio e atendimentos não paralisassem com o distanciamento social.
Essa nova modalidade veio tanto pelo medo e insegurança que o mundo estava enfrentando, quanto por questões de saúde e econômicas.
Como consequências, o estresse de não poder sair de casa e as altas cargas de trabalho colocada por empresas que buscavam manter seus lucros enquanto diminuíam o quadro de colaboradores, contribuíram para esse cenário de aumento nos casos de síndromes que abalaram a saúde mental de pessoas no mundo todo.
Questões profissionais, juntando com o isolamento social e ao fato de temer pela saúde dos familiares e a administração do tempo com eles, gerou em muitos profissionais que viveram essa experiência a síndrome de Burnout.
O trabalho home office traz muitas vantagens – publicamos um conteúdo que fala mais sobre Recrutamento e seleção de vagas remotas – porém, nem tudo são flores neste processo e a saúde mental do colaborador precisa ser cuidada todos os dias, já que os profissionais precisarão separar o trabalho de sua rotina familiar e, sem o ambiente físico da empresa, essa administração pode se tornar difícil para algumas pessoas.
Mesmo agora em 2022, com o quadro de pandemia controlado e a vida começando a voltar como era antes, o medo do que se viveu ainda continua e no trabalho home-office o mais difícil é se desligar do profissional, ou até mesmo conseguir não misturar com o lado pessoal.
Como identificar síndrome de Burnout
Por esta doença ter sintomas parecidos com outras patologias como a ansiedade e a depressão, é comum que seja difícil de ser diagnosticada.
O diagnóstico é feito pelo psicólogo, profissional responsável por identificar os sintomas e passar o tratamento, para que a pessoa possa receber a ajuda necessária e assim tornar o convívio no trabalho melhor.
As empresas também podem contribuir para o reconhecimento da síndrome, que pode ser feito através da aplicação de avaliação de desempenho e acompanhamento dos gestores ao notar que o colaborador está perdendo o rendimento e tendo mudanças bruscas de humor.
Sintomas do burnout: dores musculares e de cabeça, irritabilidade, picos de pressão alta, alteração de humor, falha de memória, dificuldade de concentração, agressividade, isolamento, pessimismo e baixa autoestima, isso sem mencionar sobre as “alergias” sem explicações.
Por isso, a empresa precisa se preocupar com a saúde mental dos seus colaboradores e ter responsabilidade sobre o que é exigido em relação ao cumprimento de tarefas e metas.
Muito se fala sobre saúde e segurança do trabalho e precisamos destacar que a este item deve fazer parte da lista de cuidados, além dos ambientes físicos seguros.
Qual é o tratamento para a Síndrome de Burnout?
O tratamento é feito por meio de psicoterapia e, em alguns casos, utilização de medicamentos, podendo durar de um a três meses ou até mais, de acordo com a gravidade.
Mudanças nas condições de trabalho e estilo de vida podem contribuir para a melhora do paciente, inclusive com períodos de descanso, férias e a realização de atividades de lazer junto a amigos e familiares, assim como prática de atividade física e exercícios relaxantes.
Porque investir na saúde mental dos trabalhadores?
Os transtornos mentais como: depressão, ansiedade e síndrome de Burnout tem afetado diversas pessoas no mundo todo.
No Brasil não é diferente e todos os dias os casos de doenças mentais crescem constantemente afetando as empresas, colaboradores e a sociedade. Por serem doenças silenciosas a pessoa que está doente evita ou demora muito para buscar tratamento.
Quando se trata de trabalho home-office a situação se agrava, pois o colaborador lida com jornada dupla (casa-trabalho) pressões e cobranças que se não forem administradas ele terá dificuldade de se desligar do profissional e acabando por não cuidar de si mesmo.
Essas doenças podem levar a um esgotamento tão sério que o trabalhador precisará ficar afastado e tendo como consequências, além do abala na saúde, a quebra de produtividade, perda do investimento do empregador na capacitação do funcionário pois, algumas pessoas chegam a pedir demissão, e outras.
Apenas a compensação financeira não é o suficiente para manter um colaborador engajado e produtivo, o cuidado frequente com a saúde física e mental, ambiente seguro e acolhedor pode fazer a diferença quando se tratar de manter o trabalhador com vida longa na empresa.
Inteligência Emocional como aliada do RH
Assim como o avanço tecnológico, em nossas relações pessoais e profissionais estamos lidando com muitas informações e o desenvolvimento de habilidade dos colaboradores em ambientes de trabalho menos tóxico e com facilitadores para saber identificar as limitações antes que de chegar em pontos críticos, que levem o profissional a se envolver em um desses casos de distúrbios emocionais relacionadas ao trabalho, também é responsabilidade do RH.
Por isso, a inteligência emocional, que é o gerenciamento de nossas emoções por meio do autoconhecimento, tem feito parte dos treinamentos subsidiados pelas empresas.
Por meio desta competência, o ser humano terá mais habilidade em lidar com suas próprias emoções, compreendendo também os sentimentos do outro, de forma que todos possam se posicionar adequadamente no ambiente de trabalho e gerando melhorias em todos os campos da vida.
A partir disso, todos conseguirão enfrentar melhor os desafios e mudanças que vierem a ocorrer.
Como as empresas podem contribuir para prevenir a síndrome de Burnout?
Muitas empresas já entenderam a importância de ter um psicólogo que acompanhe seu profissional, facilitando o acesso a este profissional por meio de ajuda financeira.
O desenvolvimento da inteligência emocional dos colaboradores, por meio de treinamentos e atividades que continuam para o desenvolvimento desta habilidade, auxilia na melhora da qualidade de vida.
Incentivar a interação social entre as equipes é muito importante para que o funcionário não se sinta sozinho e isolado no home office e se sinta confortável para pedir ajuda caso tenha algum problema.
A empresa pode engajar seus colaboradores a fazer atividades físicas e relaxantes, disponibilizando um desconto em academias ou outras atividades de lazer, que podem ser feitos de forma online para trabalho home-office.
Além disso, adotar estratégias para mapear e cuidar da saúde dos colaboradores em todas as pontas.
Para os gestores:
- Investir em treinamento e reciclagem de gestão humanizada de pessoas;
- Rever metas e cobranças sobre produtividade e se condizem com as atribuições do cargo;
- Avaliar se a conduta de cobrança de produtividade está sendo aplicada de forma correta, sem diminuir, intimidar ou gerar insegurança no profissional.
Para os profissionais:
- Não deixar que apenas as empresas se preocupem com a sua saúde mental, portanto, é fundamental saber identificar se existe um ambiente saudável de trabalho.
- Saber valorizar suas pequenas conquistas e não se comparar e nem pensar de
mais nos resultados. - Identificar se é realmente qualificado para realizar as tarefas que foram delegadas e se, caso não seja, o que precisa para se qualificar e se tem o perfil necessário.
- Ter uma rotina de atividades, separando a vida particular do trabalho e assim lidar com cada responsabilidade no momento certo.
- Manter um acompanhamento da saúde, pois, como já mencionado no texto, essa doença é silenciosa e muitas das vezes a pessoa leva tempo para perceber que está doente.
Técnicas de relaxamento e diluição da ansiedade e estresse para aplicar em trabalho home-office.
1. Pausas – tenha breve períodos de pausa durante o trabalho, de uma volta pela sua casa, respire um pouco. Fazer este simples exercício ajuda a manter o foco e também a relaxar.
2. Alongamentos – a maior parte dos trabalhos em home-office são administrativos no qual o colaborador passa muito tempo na mesma posição, portanto praticar alongamentos ajuda na circulação do sangue, relaxa e acalma.
3. Estabeleça limites de horas de trabalho – saber a hora de parar com o trabalho é fundamental, portanto, assim como na empresa defina um horário para a atividade profissional e depois se desligue.
4. Reuniões – da mesma forma que são feitas reuniões para alinhar pontos a melhorar no trabalho home office também é importante que se destaque às conquistas mesmo as pequenas para que o indivíduo se sinta produtivo e confiante sobre suas atividades.
5. Dinâmicas em Grupo – Os empregadores precisam promover atividades em grupo buscando aumentar a confiança e cooperação entre equipes, que pode ser feito com jogos ou pequenos encontros.
A competitividade no ambiente de trabalho e as mudanças que ocorrem cada vez mais rápido faz com que muitas vezes não saibamos como administrar o tempo, trazendo a sensação de esgotamento físico e mental, nos sentimos incapazes mediante os desafios profissionais e pessoais.
Com a pandemia ficou evidente a nossa fragilidade emocional, ao lidarmos com uma situação mundial repleta de incertezas que estava completamente fora do nosso controle, nos deixando ainda mais frágeis emocionalmente.
Neste ponto ficou claro como devemos zelar pelo nosso emocional, as doenças como a síndrome de Burnout, ansiedade e depressão refletem como as relações de trabalho também podem nos afetar e nos deixar seriamente doentes.
Por meio disso, ficou evidente que devemos cada vez mais cuidar da nossa mente e que as empresas também devem buscar investir em tratamentos e ambientes que preservem além da saúde física e mental também a emocional precisa ser cuidada e preservada.


