Como o Employer Branding está revolucionando a gestão de talentos?

Se a sua empresa tem olhado com cada vez mais atenção para as estratégias de Employer Branding, saiba que ela não está sozinha: segundo um estudo do Linkedin, 72% dos recrutadores já reconhecem o poder da marca empregadora na contratação de pessoas.

Este dado revela uma tendência crescente no mercado de trabalho. Construir uma reputação corporativa positiva se tornou essencial não apenas para fidelizar clientes e atrair parceiros, mas também para conquistar talentos.

Confira as informações que preparamos para entender melhor o funcionamento do Employer Branding e, principalmente, como o RH pode contribuir para fortalecê-lo!

O que é Employer Branding?

Em tradução literal para o português, ‘Employer Branding’ significa ‘Marca do Empregador’. Mas, na prática, o termo abrange a percepção que colaboradores, candidatos e o mercado em geral têm sobre como é trabalhar em uma determinada empresa.

Essa percepção é moldada por todas as experiências que candidatos e colaboradores têm junto à organização. Isso ocorre desde o processo de recrutamento até o desenvolvimento de carreira, oferta de benefícios, responsabilidade socioambiental e a gestão do dia a dia.

Quando as organizações estruturam iniciativas sólidas nesta frente, alinhadas às necessidades e demandas dos trabalhadores, temos o que chamamos de um employer branding positivo.

Por que o Employer Branding é tão importante?

Como dissemos no início do post, grande parte dos profissionais de recrutamento já reconhecem a relevância da marca empregadora.

E o motivo é o seguinte: a construção de um Employer Branding sólido está diretamente relacionada a times mais engajados e produtivos, bem como à capacidade da empresa em atrair e reter talentos qualificados.

Para exemplificar, aquele mesmo estudo do Linkedin mostrou que 75% dos candidatos consideram a marca de um empregador antes mesmo de se candidatarem a uma vaga de trabalho.

Além disso, uma pesquisa feita pelo GlassDoor, apontou que 84% dos candidatos mudariam de emprego para uma empresa com melhor reputação. Por outro lado, 69% não aceitariam um emprego numa empresa com má reputação, mesmo que estivessem desempregados.

Em setores onde a demanda por profissionais especializados é alta, como o de RHTech, investir em Employer Branding se torna ainda mais importante. Afinal, isso fortalece a capacidade da empresa de competir eficazmente por recursos humanos estratégicos.

É importante ressaltar que uma marca empregadora forte não influencia apenas os talentos. É uma estratégia para fortalecer a reputação corporativa junto aos principais stakeholders.

Stakeholders é o termo que engloba todos os que são impactados pelas ações da empresa, incluindo clientes, fornecedores, investidores e a sociedade em geral.

Como construir uma marca empregadora forte?

Construir uma marca empregadora forte é uma empreitada coletiva que requer uma série de ações coordenadas e estratégicas.

Com o departamento de Recursos Humanos desempenhando um papel central na maioria dessas ações, podemos dizer que ele é o responsável desde a atração dos talentos até a retenção dos funcionários.

No entanto, construir toda a estratégia a ser aplicada para transformar a empresa e sua imagem como um local de trabalho desejado não é atribuição exclusiva do RH.

Todos os setores da organização têm um papel importante na criação e na aplicação da cultura empresarial para manter esse ambiente de trabalho positivo e interessante.


Na sequência, listamos algumas práticas fundamentais que podem guiar sua empresa ao longo deste processo:

1.      Cultura organizacional sólida

A cultura organizacional é composta pelos valores, normas e comportamentos que orientam o ambiente de trabalho.

As organizações aumentam as chances de criar um ambiente mais agradável e estimulante para os colaboradores ao promover uma cultura que valorize a colaboração, a inovação, o respeito e a transparência.


2.      Oferta de benefícios e políticas atrativas

De acordo com a pesquisa “Benefícios 2023”, da consultoria Robert Half, 53% das empresas e 51% dos colaboradores concordam que os benefícios corporativos ajudam na atração e retenção de talentos.

Na prática, benefícios como planos de saúde, auxílio-creche, flexibilidade de horário, vale-alimentação e auxílio academia são essenciais para promover o bem-estar dos colaboradores.

Todos esses benefícios são considerados como facilitadores que contribuem significativamente para o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

3.      Apoio ao desenvolvimento contínuo

Investir no desenvolvimento profissional dos colaboradores, seja por meio de treinamentos, programas de mentoria ou oportunidades de crescimento dentro da empresa, desempenha um papel central na satisfação e no comprometimento dos funcionários.

Além disso, essas iniciativas favorecem a aquisição e o aprimoramento de habilidades que são indispensáveis para impulsionar o sucesso da organização em meio às constantes mudanças do mercado.

4.      Foco em experiências marcantes

O Employer Branding caminha de mãos dadas com o RH humanizado, uma abordagem que coloca as pessoas no centro da estratégia da empresa.

Uma das principais diretrizes do RH humanizado é proporcionar experiências memoráveis aos profissionais ao longo de toda a jornada deles na organização. Além disso, estabelecer conexões genuínas e fortalecer o sentimento de pertencimento demonstra que aquela pessoa é importante.

Essa filosofia também se estende aos candidatos. Assim, a empresa pode construir processos seletivos justos e eficientes para garantir uma boa impressão neste público e confirmar seu compromisso com a valorização e o respeito aos indivíduos.

5.      Promoção da diversidade e inclusão

Iniciativas que asseguram igualdade de oportunidades e valorizam a diversidade — seja cultural, geracional, de gênero, étnica ou de pensamento — desempenham um papel fundamental na construção de um employer branding positivo.

Cada vez mais, os talentos buscam integrar uma força de trabalho que genuinamente reflita a diversidade da sociedade, reconhecendo e respeitando as diferentes perspectivas e experiências.

6.      Comunicação interna

A transparência na comunicação é essencial para aumentar a confiança e a motivação dos colaboradores. É preciso mantê-los bem informados sobre os objetivos da organização e de qualquer mudança que possa ocorrer.

Quando essa comunicação é bilateral, ou seja, quando há espaço para os colaboradores expressarem suas preocupações e sentirem que suas ideias são valorizadas, o impacto é ainda mais positivo.

7.      Alinhamentos com as pautas ESG

Segundo um relatório publicado pelo ManpowerGroup, 60% dos talentos verificam a reputação ambiental da empresa antes de aceitar uma oferta de emprego.

Esse dado ajuda a evidenciar um fenômeno relativamente recente: embora seja importante a busca por alinhar carreira e propósito, muitos profissionais já estão priorizando trabalhar em empresas que incorporam os princípios ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas políticas.

Considerações finais sobre o Employer Branding

Como discutimos até aqui, não há uma fórmula única ou ação isolada que garanta o sucesso do Employer Branding. Trata-se de um esforço multifacetado que demanda dedicação contínua e atenção às necessidades dos colaboradores.

Por fim, vale dizer que ao priorizar os colaboradores e adotar as melhores práticas de gestão, as organizações também aumentam suas chances de conquistar o selo GPTW (Great Place to Work).

Desde 1980, o selo GPTW certifica empresas, analisando a percepção dos funcionários em relação ao ambiente de trabalho por meio de pesquisa.

Essa análise padronizada transformou-se em uma referência e uma das metodologias mais aplicadas no mundo. As organizações que obtêm esse selo são classificadas como excelentes lugares para trabalhar.


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