DEI: Por que investir na Diversidade, Equidade e Inclusão ainda vale a pena?

Há uma década, a consultoria McKinsey publicou um estudo sobre o impacto da Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), mostrando que empresas com equipes diversas alcançavam melhores resultados financeiros.

Desde então, muitas outras pesquisas reforçaram essa conexão. Mas, ainda assim, recentemente temos presenciado organizações reduzindo silenciosamente seus investimentos em DEI.

Diante desse cenário, surge uma pergunta pertinente: será que ainda vale a pena investir em diversidade?

A resposta curta para ela é sim. E, neste artigo, vamos mostrar por que as empresas que seguem apostando nesta frente só têm a ganhar!

Qual o conceito da sigla DEI?

Embora muitas pessoas já saibam que DEI é a sigla para Diversidade, Equidade e Inclusão, esses três conceitos ainda geram confusão.

Por isso, vamos começar explicando o que cada um deles significa e como se complementam:

Diversidade

O conceito de diversidade está ligado à presença de uma variedade de características e perspectivas em um único ambiente.

Em resumo, uma empresa diversa é aquela que reúne colaboradores com experiências, trajetórias, gêneros, idades, etnias, orientações sexuais e outras características distintas.

Equidade

A equidade é a capacidade de reconhecer que cada indivíduo possui necessidades diferentes e, então, oferecer suporte específico para que todos tenham a oportunidade de prosperar.

Ou seja, em vez de tratar todos os colaboradores da mesma forma, empresas que apoiam a equidade buscam oferecer um tratamento mais justo, que considere as diferenças individuais.

Inclusão

Por último, temos a inclusão, que nada mais é do que o ato de criar um ambiente onde todas as pessoas se sintam valorizadas, bem como respeitadas e parte do todo.

Sem isso, a diversidade por si só dificilmente trará os resultados esperados. Afinal, os talentos só permanecerão engajados se perceberem que suas vozes são ouvidas e suas contribuições realmente consideradas.

Panorama das políticas de DEI no Brasil e no mundo

É inegável que, nos últimos anos, muitas conquistas foram alcançadas no âmbito da DEI.

Em 2022, por exemplo, uma pesquisa feita com 117 empresas brasileiras mostrou que mais de 80% delas tinham um orçamento dedicado exclusivamente às ações de Diversidade e Inclusão.

Além disso, o mais recente “Panorama das Estratégias de Diversidade no Brasil” revelou que 63% das organizações brasileiras aumentaram seu apoio a essa agenda em 2024, enquanto somente 4% reduziram seus investimentos.

Apesar do cenário nacional positivo, é essencial olhar para o que está acontecendo em outros países. Afinal, não é raro que empresas localizadas no Brasil sejam impactadas por tendências e decisões globais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o desmonte das políticas de DEI em grandes corporações tem chamado atenção, levantando questionamentos sobre o futuro dessas iniciativas.

Para se ter uma ideia, gigantes estadunidenses como Google, Meta e Microsoft estão entre as que anunciaram cortes em seus programas de diversidade recentemente.

Por trás desta decisão, destacam-se principalmente questões políticas, econômicas e legais, além de mudanças nas prioridades estratégicas das companhias.

Por que a DEI ainda é vantajosa para as empresas?

Com as políticas de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) perdendo espaço em algumas partes do mundo, é ainda mais importante reforçar por que essas iniciativas fazem a diferença.

Se você tem dúvidas sobre investir na construção de times diversos e em um ambiente de trabalho mais inclusivo, aqui estão alguns motivos para te mostrar que essa escolha ainda vale muito a pena:

Maior capacidade de entender um público consumidor diverso

Como vimos, times diversos reúnem profissionais com diferentes perspectivas e experiências de vida.

Na prática, essa diversidade de olhares permite que as empresas desenvolvam produtos e serviços mais alinhados às necessidades de um público igualmente variado, aumentando as chances de sucesso no mercado.

Melhor desempenho financeiro

Ao longo de quase uma década, a McKinsey tem conduzido estudos para mostrar o impacto da diversidade nas empresas.

No relatório de 2015, por exemplo, a consultoria concluiu que as organizações com equipes diversas eram 15% mais propensas a terem desempenho financeiro superior.

Em 2023, por sua vez, esse número atingiu a incrível marca de 39%. Confira mais detalhes no gráfico abaixo:

Fonte: McKinsey &Company

Mais criatividade e inovação

Reunir diferentes vivências e formas de pensar também tende a aumentar a capacidade das equipes de solucionar problemas de maneira criativa.

É por esse motivo que a DEI também é conhecida por incentivar a inovação dentro das empresas.

Melhora na atração e retenção de talentos

Em geral, os profissionais estão cada vez mais atentos ao compromisso das organizações com a Diversidade, Equidade e Inclusão – especialmente os mais jovens, como a Geração Z.

Isso significa que investir nessa pauta também melhora a atração e retenção de talentos, reduzindo a rotatividade e fortalecendo a cultura organizacional.

Aumento da competitividade no mercado

Todas as vantagens apresentadas contribuem para o aumento da competitividade das organizações.

Como acabamos de mostrar, empresas que apostam na DEI têm equipes mais inovadoras e engajadas, tomam decisões mais eficazes e conseguem se conectar melhor com diferentes perfis de clientes.

O papel estratégico do RH no incentivo às políticas de DEI

A área de Recursos Humanos é uma das principais responsáveis por apoiar o avanço da DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) no ambiente corporativo.

Afinal, o departamento não apenas lidera a implementação de boas práticas, como também garante que elas se integrem de forma sólida no DNA das organizações.

Esse trabalho inclui, por exemplo:

  • Definir e aplicar políticas que promovam a diversidade, equidade e inclusão em todos os níveis da empresa;

  • Trabalhar para criar e sustentar um ambiente de trabalho onde todos os colaboradores se sintam valorizados e respeitados;

  • Implementar treinamentos sobre diversidade e combate ao preconceito, sensibilizando a equipe sobre a importância da DEI;

  • Apoiar o desenvolvimento de uma liderança mais diversa, além de mais sensível às necessidades de seus liderados;

  • Criar espaços e canais para os colaboradores compartilharem suas experiências e opinarem sobre as práticas de DEI;

  • Estabelecer métricas para acompanhar a efetividade das políticas de DEI, realizar os ajustes necessários e apresentar resultados consistentes para as partes interessadas.

Essas ações reforçam o compromisso do RH com a construção de um ambiente corporativo realmente diverso, inclusivo, equitativo – aspectos fundamentais para o sucesso a longo prazo das empresas.

Se você gostou deste conteúdo, aproveite para conferir nossos outros posts sobre gestão de pessoas e se manter por dentro das melhores práticas!

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