Inteligência emocional: um diferencial competitivo da liderança feminina

A inteligência emocional é uma habilidade fundamental em cargos de gestão. E o que muitas empresas têm percebido é que esse atributo está especialmente presente na liderança feminina.

Além da capacidade técnica para ocupar essas posições, muitas mulheres trazem consigo habilidades comportamentais que favorecem o sucesso das equipes, como, por exemplo, a empatia e a escuta ativa.

Quer saber mais sobre essas características e como elas podem ser um ativo valioso para a sua empresa? Então, embarque na leitura deste post!

Participação feminina em cargos de liderança

No artigo sobre Liderança Feminina, destacamos como a presença das mulheres em cadeiras estratégicas vem crescendo nos últimos anos – embora, é claro, ainda exista muito espaço para mudanças.

Atualmente, estima-se que elas ocupem 37% dos cargos de liderança no Brasil. E, como mostram alguns estudos, há bons motivos para que essa porcentagem cresça cada vez mais.

Segundo uma pesquisa realizada pela FIA Business School, por exemplo, 50% dos colaboradores consideram a gestão de CEOs mulheres excelente, enquanto entre os CEOs homens esse índice é de 43%.

Parte desse resultado pode ser atribuída a outro dado: na visão dos funcionários, as mulheres valorizam 50% mais a proximidade do que os homens.

Em outras palavras, elas são mais propensas a estabelecerem uma relação próxima com suas equipes.

Onde as mulheres líderes mais se destacam?

Em 2022, a Leadership Circle lançou um Whitepaper que trouxe insights valiosos sobre o que diferencia a liderança feminina.

A partir de pesquisas realizadas junto a milhares de líderes ao redor do mundo, o estudo revelou que as mulheres gestoras costumam se destacar em algumas dimensões das habilidades comportamentais.

São elas:

  • Relacionamento: capacidade de se relacionar com os outros de uma forma que faça surgir o melhor nas pessoas, grupos e organizações.

  • Autoconsciência: orientação para o desenvolvimento profissional e pessoal contínuo, de maneira equilibrada.

  • Autenticidade: capacidade de se relacionar com os outros de forma autêntica, corajosa e com alta integridade.

De uma forma ou de outra, esses atributos estão fortemente ligados à inteligência emocional, habilidade que vamos explorar a seguir.

O impacto da inteligência emocional na liderança

Antes de seguir, vale dizer que os estudos apresentados até aqui não têm a intenção de comparar homens e mulheres para definir quem lidera melhor.

Cada pessoa, independentemente do gênero, traz habilidades, experiências e perspectivas únicas, que podem agregar valor de diferentes formas às empresas. Daí a importância de investir na diversidade!

Contudo, a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções, assim como as dos outros, tem sido um diferencial notável na liderança feminina.

Em geral, a inteligência emocional se traduz em muitas outras habilidades comportamentais que podem beneficiar as organizações, incluindo:

  • Empatia;

  • Comunicação eficaz;

  • Escuta ativa;

  • Gestão de conflitos;

  • Flexibilidade;

  • Resiliência;

  • Tomada de decisão;

  • Autocontrole.

Na prática, essas habilidades ajudam os líderes a manterem suas equipes engajadas, bem como criar um ambiente mais acolhedor e colaborativo.

Consequentemente, a produtividade aumenta e a empresa consegue colher resultados cada vez melhores.

Como o RH pode apoiar esse processo?

Se as habilidades frequentemente associadas à liderança feminina trazem tantos benefícios para as organizações, por que não investir mais no desenvolvimento e na ascensão de mulheres líderes?

Para impulsionar essa mudança, separamos algumas estratégias que o RH pode ajudar a implementar:

  • Programas de mentoria e coaching, que conectem mulheres em início de carreira com líderes experientes para acelerar seu desenvolvimento;

  • Treinamentos focados em desenvolver e aprimorar habilidades comportamentais, como, por exemplo, a inteligência emocional;

  • Ações que incentivem a equidade de gênero, como campanhas de conscientização e diálogos sobre diversidade dentro da empresa;

  • Acompanhamento das métricas sobre a presença feminina na liderança e estabelecimento de metas para garantir avanços consistentes.

Considerações finais

Esperamos que, com as dicas apresentadas acima, o RH consiga criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, valorizando e impulsionando cada vez mais mulheres para posições estratégicas.

Vale lembrar que, recentemente, algumas iniciativas governamentais também foram implementadas para ampliar as oportunidades e promover a equidade de gênero no mercado de trabalho.

Caso queira saber mais sobre essas iniciativas, recomendamos a leitura dos posts sobre o Programa Emprega + Mulheres e da Lei de Igualdade Salarial, sancionada em 2023.

Você também pode se interessar por:

soft skills - a chave para o sucesso
Soft-skills – a chave para o sucesso individual e coletivo
Dia do Líder – um compilado para líderes preparados
liderança feminina
Liderança feminina: o poder transformador das mulheres nos negócios




COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO:

LinkedIn
Facebook
WhatsApp
Email
Twitter

Increva-se em nossa Trilha de RH

Mais lidas